No ritmo do tum

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Acorda cedo, faz ginástica, mas não se atrase para engolir o café e cair na marginal. Reunião, atrás de reunião para discutir o discutido e agendar uma próxima discussão. Almoça depressa porque depois tem mais. Tempo para ouvir e ver, esse não sei quem tem não, meu rapaz.

A cidade que não dorme, será que vive?

Porque pros lados de lá daquelas bandas do rio Tapajós, lá se dorme. Vixi, e bem. A noite, mas também depois do almoço, afinal que mal tem? Tem tempo pro proseado, para cuidar do seu sustento, para viver. Ouvir o que é dito, ver crescer as árvores e apreciar seus frutos.

Se a vida é o percurso, qual a pressa de se chegar?

Síndrome de Capitão Gancho. O som do tic tac não vai te engolir.

Tiquetaqueando não se vê a vida passar. Pendure o tempo, olhe nos seus olhos e tente lembrar o que te faz sorrir. Deixe que a vida toque no ritmo do tum.

Tum, tum.

Tum, tum.

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