A história das Seringueiras na região do rio Tapajós

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No passado distante, a região da nossa primeira expedição, Tapajós, já teve um dos principais produtos da economia Brasileira entre os anos de 1870 e 1920 em seus solos, a Seringueira (Hevea Brasiliensis); nessa época homens saíam de madrugada de suas casas para extrair o Látex da seringueira.

Para extrair o látex da árvore, o seringueiro fazia pequenos cortes na casca da seringueira, processo esse chamado de sangria. Quando a seringueira começa a sangrar, era colocado uma cuia para recolher todo o látex que escorria da árvore. Após recolher o líquido, esse era colocado em um pequeno tacho e esquentado em fumaça ou fogo para endurecer e ser transformado em bolas que podem chegar a pesar mais de 25 kilos.

Naquela época a exploração do látex gerava muito dinheiro para os barões da borracha que transformavam as cidades amazônicas fazendo grandes construções em Manaus e Belém como praças e teatros na tentativa de trazer um pouco da cultura européia em meio à floresta amazônica.

Atualmente, onde realizamos nossa expedição o cenário está mudado. Se antes essa árvore era explorada como forma de obter lucro, hoje em Coroca ela está ali apenas para embelezar a comunidade e trazer sombra para os ribeirinhos, já na outra comunidade que visitamos a Urucureá, a espécie Seringueira já não é tão presente.