Esse cara é o Tapajós

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De uma turma tão mista, eis que finalmente conseguimos concretizar um dos nossos maiores desejos: dar uma cara às nossas águas, aos nossos rios.

O Tapajós era um cara, um cara não, “o cara” articulado. Sabia das histórias de quase toda a comunidade, sempre com um “causo” para contar, mas não era qualquer “causo” não. Ele trazia referências, datas e pessoas envolvidas. Como se as águas do rio, que passaram ao longo do tempo testemunhando tantos fatos tivessem se levantado e se personificado não naquele, mas “no” cara.

E assim, com tanto para dizer, roubou para si os olhares e ouvidos de toda comunidade. E a cada foto que alguém colocava sobre a mesa, junto nascia uma história.
O engraçado é que a comunidade de Urucureá é maior que a de Coroca e talvez a dificuldade com o uso da palavra cresça em proporção ao número de habitantes. Será que quanto maior o grupo, mais complexo o sistema de comunicação e também a necessidade de palavras?

Seja lá como for, uma das peças desse quebra cabeça conseguimos encontrar.