Depoimentos Urucureá

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A comunidade que tivemos um primeiro contato foi de Urucureá. Situada por Márcio, “ela fica dentro de um formato de mão, atrás do Rio Amazonas e tem aproximadamente 74 famílias.”
Conhecemos Zimar, coordenador da associação e professor; Gorete e Zulair, professora e diretora da escola; Eunice, secretária do grupo Tucumarte e alguns membros do grupo e da associação.
A conversa começou com uma certa formalidade, alguns tímidos, a gente um pouco apreensivo, mas quando o assunto “fotografia” entrou, o bate papo ficou mais leve e descontraído.
Cada um disse um pouco o quanto a fotografia era importante.
Gorete, comentou sobre o registro do passado. As fotos da escola, os eventos que ela registrou há tempos são importantes para mostrar algo que foi feito e para repassar para quem não participou. Quando ela começou a trabalhar na escola com as crianças pequenas, ela mesma registrava os eventos, festas e trabalhos em grupo.
Zimar reforçou a importância do registro como memória, os antepassados e as coisas perdidas para contar histórias. E que hoje, gostaria de manter o registro dos trabalhos artesanais produzidos por homens e mulheres, o trabalho coletivo, a escola e a juventude.
O registro, para Zimar é a consolidação de um fato.
E no meio do bate papo, surge uma história de uma fato real que aconteceu na comunidade e parece que ficou marcado por todos, o enterro do Galo:
“O apelido dele era Galo, pescador que consertava malhadeira, morreu navegando no rio. No dia de seu enterro, os filhos colocaram as fotos dele ao lado do caixão. Eram registros dele trabalhando. Eles tinham muitas fotos guardadas”
Registros, fotografia, imagem, memória, histórias, tudo num caldeirão fervendo, pronto pra ser servido!